sexta-feira, 26 de março de 2010

Fabio Koff acha difícil que Sul-Americana garanta vaga na Libertadores

A possibilidade da próxima edição da Copa Sul-Americana garantir uma vaga na Libertadores de 2011 é muito remota, na opinião de Fabio Koff, presidente do Clube dos Treze. Em entrevista exclusiva ao clicEsportes, o ex-mandatário do Grêmio disse que este é um pedido antigo que vem por parte dos clubes, quando, na verdade, teria que vir de confederações:

– Este é um pedido que vem sendo feito por clubes desde a primeira edição da Copa Sul-Americana. Mas isto alteraria o número de vagas que cada confederação disponibiliza para a Libertadores. Tem que ver como ficaria. Se o campeão fosse brasileiro, a CBF iria aceitar perder uma vaga? Acho difícil que isto ocorra, mas tudo vai depender da assembléia que será realizada pela Confederação Sul-Americana no dia 28 de abril – afirmou Fabio Koff ao clicEsportes.

No ano passado, o Inter tentou alterar o regulamento da Copa Sul-Americana para que a competição concedesse ao campeão o direito de disputar a Copa Libertadores no ano seguinte. Seria uma forma de valorizar o torneio, geralmente colocado em segundo plano pelos clubes, principalmente brasileiros.

– O calendário é impróprio. Continua sendo uma competição secundária. Quando começa a Sul-Americana, o Brasileirão está sendo disputado. De repente, dependendo da tua situação no Brasileiro, tu até joga numa Sul-Americana, caso contrário, não tem como. Se tu estás no G4, e tem um jogo em Cuzco, como é que vai viajar com os titulares em meio a outra competição? – questionou Luiz Onofre Meira, dirigente do Grêmio.

Em 2010, os oito representantes brasileiros na Copa Sul-Americana são: Palmeiras, Avaí, Atlético-MG, Grêmio, Goiás, Grêmio Prudente (antigo Barueri), Santos e Vitória.

Rodrigo descarta favoritismo do Grêmio no Gauchão

O ano começou de forma complicada para o Grêmio. A derrota no Gre-Nal de Erechim, logo no início de fevereiro, provocou calafrios em torcedores e dirigentes do clube. A demora do técnico Silas em arrumar a equipe preocupou a todos. Mas, no final do mês de março, depois que o comandante fez alguns ajustes, o Tricolor já desponta como principal candidato ao título gaúcho de 2010.

No entanto, para o zagueiro Rodrigo, o fato do Grêmio ter assumido a liderança na tabela geral de classificação da competição não significa favoritismo. O defensor prefere manter a cautela e respeitar o Inter, apesar da má fase que vive a equipe do técnico Jorge Fossati.

– Não tem favorito, nosso rival está meio em turbulência, e nós estávamos, entre aspas, jogando feio, como falavam, e hoje os resultados estão aí. Hoje a gente está como líder do campeonato, e aí vão colocar o favoritismo na gente, mas estamos conscientes de que estamos bem, mas temos que chegar à final e conquistar o título – disse Rodrigo.

Como levou o terceiro cartão amarelo contra o Novo Hamburgo, Mário Fernandes está fora do jogo contra o Esportivo, domingo, 18h30min, no Estádio Olímpico. Chance para Rafael Marques, que será o companheiro de Rodrigo no final de semana.

– Está dando tudo certo ali atrás comigo e com o Mário. Mas não é muita coisa que muda quando sai um ou outro, é mais tranquilo, dá para jogar bem. Com a qualidade dos jogadores que estão entrando, vamos superar as dificuldades que a partida vai apresentar – disse Rodrigo.

FOTO: Borges intensifica recuperação

O centroavante Borges, em recuperação de lesão muscular, avançou em seu processo de retorno nesta quarta-feira.

À tarde, ele correu ao redor do gramado do Olímpico. O Grêmio não fixa data para ele voltar ao time. Ainda vai demorar um pouco. A tendência é de que aconteça apenas nas etapas eliminatórias do Campeonato Gaúcho, em abril.

Willian Magrão vê disputa por titularidade cada vez mais acirrada

O volante Willian Magrão já se recuperou da lesão no joelho, e começou a ganhar oportunidades. Porém, ainda não conseguiu ter uma sequência de jogos. É isso que o jogador espera conquistar, para finalmente se afirmar como titular do Grêmio. Ele sabe que não será fácil, pois há jogadores de qualidade no grupo, além dos que voltam de lesão.

– O plantel tem muitos jogadores de qualidade, hoje (sexta) o Hugo e o Leandro já treinaram, e já começa a afunilar mais, até para os 11 que estão jogando. Mas isso é bom, quem sai ganhando é o Grêmio – destacou.

A tendência é que Willian Magrão inicie a partida diante do Esportivo, no domingo, como titular, no lugar do suspenso Adilson. Se confirmando a expectativa, será a primeira partida que o volante começa junto com os titulares que vêm atuando em sequência.

– Agora eu vou ter a chance de jogar comos 11 que vêm atuando mais, e isso é importante. Eu penso em garantir meu espaço, ser titular, mas para isso preciso de sequência. Isso é no decorrer do trabalho, aguardando o chamado do Silas – comentou.

Além de Adilson, Mário Fernandes também cumpre suspensão. Seu substituto será Rafael Marques.

Hugo e Leandro participam de treino com bola

O técnico Silas já pode contar, ao menos nos treinos, com Hugo e Leandro. Os meias-atacantes já se recuperaram das suas lesões na coxa e na panturrilha, respectivamente. Nesta sexta, os dois iniciaram o trabalho em separado, com o preparador físico Anderson Paixão, mas na segunda parte participaram normalmente do treino com bola, em campo reduzido, com dois toques.

O atacante Borges correu em volta do campo suplementar mais uma vez. A expectativa é que semana que vem ele retorne aos treinos com o restante do grupo. Assim, restarão apenas Souza e Lúcio no departamento médico, com lesões mais graves.

No treino desta tarde, os jogadores que não atuaram a maior parte da partida diante do Novo Hamburgo nesta quinta trabalharam no campo suplementar. Os titulares fizeram trabalho de recuperação na academia, e depois correram no gramado.

Para o próximo jogo, contra o Esportivo, neste domingo, às 18h30min, no Olímpico, o time deve se repetir. Mário Fernandes e Adilson estão fora por causa do terceiro cartão amarelo. Jogam Rafael Marques e Willian Magrão em seus lugares.

Para Meira, Sul-Americana continua sendo competição de segunda linha

Conforme o colunista Renato Maurício Prado publicou em sua coluna na edição desta sexta-feira do jornal O Globo, o campeão da Copa Sul-Americana de 2010 terá vaga garantida na Copa Libertadores de 2011. O Grêmio é um dos clubes que disputa a competição que começa em setembro. O assessor de futebol Luiz Onofre Meira, no entanto, diz que ainda não foi comunicado sobre o assunto:

— Oficialmente não fomos informados de nada. No ano passado também teve essa história e nada aconteceu — lembrou o dirigente, mas completou:

— Agora isso começou antes do início da competição, aí pode ser diferente, porque assim o regulamento ainda pode ser modificado. Mas temos que esperar.

Para Meira, a Sul-Americana continua sendo uma competição "de segunda divisão do futebol sul-americano". E mesmo que a informação se confirme, o dirigente comenta que o calendário não colabora com os clubes, pois o torneio é disputado em setembro, quando o Brasileirão está em alta. Seria complicado, na visão dele, abdicar do Nacional.

— O calendário é impróprio. Continua sendo uma competição secundária. Quando começa a Sul-Americana, o Brasileirão está sendo disputado. De repente, dependendo da tua situação no Brasileiro, tu te joga numa Sul-Americana, caso contrário, não tem como. Se tu estás no G4, e tem um jogo em Cuzco, como é que vai viajar com os titulares em meio a outra competição? — questionou.

O dirigente comparou a situação enfrentada pelo Grêmio em 2008, quando disputou Brasileirão e Copa Sul-Americana:

— Em 2008 estávamos bem no Brasileiro e deixamos a Sul-Americana em segundo plano. Continua sendo uma segunda divisão do futebol Sul-Americano — comentou.

O Grêmio foi desclassificado da Sul-Americana em 2008 pelo Inter na primeira fase. O primeiro Gre-Nal, no Beira-Rio, terminou empatado em 1 a 1. Na segunda partida, no Olímpico, empate em 2 a 2. Pelos saldo, o Colorado seguiu em frente na competição. No Campeonato Brasileiro, o Grêmio foi o vice-campeão, três pontos atrás do São Paulo.

Grêmio homenageia Porto Alegre pelos 238 anos

No 238º aniversário de Porto Alegre, o Grêmio homenageia a cidade de uma maneira diferente. O ônibus oficial do clube desfila pelas ruas da cidade com uma faixa parabenizando a Capital. De acordo com o executivo de marketing Caco Keller, o clube não poderia deixar de lembrar a data.

– O ônibus passará por todos os bairros, para que não apenas os torcedores do Grêmio, mas todos os porto-alegrenses, sintam-se homenageados. Não podíamos nos furtar desta homenagem – disse Keller em entrevista à Rádio Gaúcha.

A faixa leva os dizeres "Hoje é dia de desfilar o nosso orgulho de ser porto-alegrense. Porto Alegre, 238 anos. Parabéns". Pela manhã, o ônibus esteve pelos bairros Cristal e Centro, passando por pontos turísticos como Prefeitura, Mercado Público, Praça da Matriz, Catedral Metropolitana, Palácio Piratini e Usina do Gasômetro.

O site do Grêmio também foi criativo ao prestar sua homenagem à capital. Quem acessa o portal nesta sexta vê uma mensagem alusiva ao título mundial de 1983:

"A gente ama tanto Porto Alegre que fez questão de mostrar a cidade para o mundo inteiro. Uma homenagem do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense aos 238 anos da cidade"

Hugo De León acredita que Grêmio ganhará títulos este ano

No dia em que completa 238 anos, Porto Alegre ganha um ilustre morador. Hugo de León, capitão do Grêmio nas conquistas da Libertadores e do Mundial de 1983, está de mudança para a capital gaúcha, onde vai fixar residência a partir de abril.

Nos anos em que morou em Montevidéu, entretanto, De León, nunca deixou de acompanhar o Tricolor e está confiante na equipe comandada pelo técnico Silas.

– Acompanho o Grêmio a distância, porque em Montevidéu não tem TV que passe os jogos. Mas vejo todo dia o noticiário dessa fase boa que está o time e projeto que esse ano sairá um título, ou vários títulos – afirmou De León em entrevista ao programa Globo Esporte da RBS TV.

Ex-zagueiro, De León acredita no potencial do jovem Mário Fernandes.

– Ontem (quinta-feira) eu tive a primeira oportunidade de ver ele em campo, fui assistir ao jogo contra o Novo Hamburgo. É o começo. Um menino novo, que tem mostrado as suas qualidades e só tende a crescer. Tomara que ele se firme e seja um líder na posição, que para o Grêmio é muito importante.


Como treinador, o uruguaio Hugo de León já viveu uma situação parecida com a que hoje vive o conterrâneo Jorge Fossati, no Inter. Em 2005, chegou para treinar o Grêmio durante o Campeonato Gaúcho, mas poucos meses depois foi substituído por Mano Menezes, que acabou levando o Grêmio ao título da Série B daquele ano. Com a experiência, acredita que falta conhecimento do futebol gaúcho a Fossati.

– Falei anteriormente que sentia que ele (Fossati) tinha que ter melhor conhecimento sobre o Rio Grande do Sul, como os gaúchos sentem o futebol, o que representa o Inter, o que representa o cada jogo, mas acho que ele já está tendo um curso acelerado da pressão do futebol gaúcho – concluiu.

Confira a entrevista completa:


Silas: "É bom ser o melhor, mas a situação é perigosa"

Claro que Silas está feliz com a boa fase do Grêmio. O time é o melhor do Brasil em aproveitamento atualmente, tem uma invencibilidade em casa de 49 jogos, é o líder geral do Gauchão e tem 12 vitórias consecutivas na temporada. Os números animam, porém, o treinador ressalta que isso pode ser perigoso, pois a equipe passa a ser mais visada.

– É bom ser o melhor, mas essa situação é perigosa. Todo mundo passa a estudar mais o Grêmio. Por outro lado é bom porque valoriza mais os jogadores, como os garotos que estão entrando, e isso é muito importante. Nós não podemos é transformar esse momento bom em euforia, mas sim em confiança – destacou o técnico após a vitória sobre o Novo Hamburgo nesta quinta.

Questionado ainda sobre o momento ruim do rival Inter, Silas preferiu não se estender muito no assunto. Ele não utiliza isso para motivar o grupo tricolor, pelo contrário, mantém isso longe do vestiário. Além disso, ele disse que entende a situação do técnico Jorge Fossati, e é solidário a ele.

– A gente tem que tomar cuidado para falar, até porque eles têm um jogo na semana que vem de Liberadores e, ganhando, acaba a crise. Somos solidários porque somos companheiros de profissão, conversamos com os treinadores. O Jorge (Fossati) me pareceu uma pessoa extraordinária. Tem momentos na nossa profissão que não dá liga, que a coisa não vai, mas também é muito cruel tudo ir na conta do treinador. Por isso que eu sempre disse que essa profissão é solitária – comentou.